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A Faculdade de Serviço Social Santa Luzia, atual Faculdade de Duque de Caxias, estabelecida no Município de Duque de Caxias, foi autorizada pelo Parecer n° 60/97 do Conselho Nacional de Educação (CNE), Portaria Ministerial n° 262 de 27/02/1997, e passou a funcionar a partir da Portaria n° 971 de 22 de agosto de 1997. Como Instituição que não tem personalidade jurídica própria, goza de sua autonomia didático/científica dentro dos parâmetros das diretrizes curriculares que norteiam os princípios teóricos e metodológicos fixados pela Lei de Regulamentação da Profissão e da Legislação Federal de Ensino Superior.

A Faculdade nasceu mediante iniciativa da União Brasileira de Cultura e Educação – UBRACE, uma entidade filantrópica que atuava como mantenedora da então Faculdade de Serviço Social Santa Luzia. A busca de caminhos que chegassem a dimensões, ao mesmo tempo, inovadoras e socialmente relevantes de ensino foi determinante para a criação do Curso de Serviço Social na Faculdade Santa Luzia.

O Curso de Serviço Social da Faculdade Santa Luzia nasceu em meio a um processo de mudanças significativas na sociedade que propunham questões cujo enfrentamento solicitava profissionais cada vez mais qualificados e atualizados. Diante dessa nova realidade, a UBRACE, que já vinha realizando desde 1973 atividades comunitárias, trabalhos no campo social, artístico, cultural e esportivo junto àqueles que representavam a parcela mais alienada de um exercício pleno da cidadania, percebeu a necessidade de ampliar essa intervenção de prestação de serviços, criando uma unidade de ensino qualificado para atuar em prol desta demanda cidadã.

Em 04 de agosto de 1997, autorizada pela Portaria Ministerial nº 262 de 27 de fevereiro de 1997, iniciou-se a primeira turma da Faculdade de Serviço Social Santa Luzia. Aos poucos, através de um trabalho que envolveu professores, alunos e comunidade, a Instituição consolidou-se como uma referência de ensino na área de Serviço Social na Baixada Fluminense, formando profissionais conscientes e transformadores.

Muitas foram as dificuldades que a Faculdade Santa Luzia enfrentou desde sua criação. Nelas se incluíam o perfil sociocultural do corpo discente, a realidade do corpo docente e administrativo e a limitação de sua estrutura física.

De 1997 a 2006, a partir das avaliações externas que identificaram a necessidade de adequações da Faculdade Santa Luzia, em consonância com as exigências estabelecidas pelo MEC, bem como pelas Leis e Diretrizes Curriculares da profissão, os corpos administrativo e docente buscaram suporte teórico-metodológico para adaptar a uma nova realidade o curso de Serviço Social da Instituição. Para isso, teve início, em 2007, um processo de transformações significativas, que envolveram a reestruturação curricular, administrativa e docente; com o envolvimento maior de alunos e professores na área de extensão; a implantação do sistema de monitorias; a ampliação do acervo da Biblioteca, entre outras.

No início de 2007, a Faculdade Santa Luzia passou a integrar-se ao Sistema Flama de Ensino – instituição educacional altamente conceituada na Baixada Fluminense. Ganhou novas instalações e passou a oferecer o Curso de Graduação em Serviço Social na Rua Tenente José Dias, 533, no Centro de Duque de Caxias (RJ) – um espaço físico para melhor atender às necessidades de qualidade do ensino, bem como às condições de trabalho e instalação dos corpos docente, discente e administrativo.

Em 18 de novembro de 2008, o DOU nº 224 publicou a Portaria nº 843, de 14/11/2008, da Secretaria de Educação Superior do MEC, a partir da qual a Faculdade de Serviço Social Santa Luzia passou a denominar-se Faculdade Flama.

Com a convicção de que a nova Faculdade Flama só alcançaria a consolidação de sua proposta educacional e a plenitude de sua missão se optasse pela expansão e modernização das suas instalações, em 2010, a Instituição inaugurou sua nova sede na Rua Pedro Correia, 370, também no Centro de Duque de Caxias (RJ).

No mesmo período, atenta às necessidades da região em que está inserida e aos interesses de sua população, a Instituição encaminha para avaliação do MEC a proposta de criação de novos cursos de graduação nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas (Administração), Ciências da Saúde (Enfermagem) e Ciências Exatas e da Terra (Sistema de Informação).

Em maio de 2010, a então Faculdade Flama recebeu a comissão de avaliadores do MEC, a qual, havendo examinado as instalações, o perfil do corpo docente e as propostas pedagógicas dos novos cursos de graduação em Administração, Enfermagem e Sistema da Informação, concedeu, numa escala que compreendia valores de 1 a 5, nota 4 (quatro) a cada um desses cursos. A partir da autorização, os cursos Administração e Enfermagem passaram a funcionar no segundo semestre de 2010, e o curso de Sistema da Informação, no segundo semestre de 2011.

Em 2014, por força da Portaria 477, de 18 de setembro de 2013, a Faculdade Flama passou por um momento de transição de identidade, nome, logotipo e cor e passa ser denominada Faculdade de Duque de Caxias – FDC.

Inserção regional

A Faculdade de Duque de Caxias está situada na Região Metropolitana da Baixada Fluminense, Município de Duque de Caxias – uma área com características sociais, econômicas, políticas e culturais próprias, devido aos componentes de sua formação.

Cabe ressaltar, ainda que de forma sucinta, que a região é fruto de um grande processo migratório de Municípios vizinhos, bem como de outros Estados. No início do século XX, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Análises Históricas da Baixada Fluminense – IPAHB, as terras da Baixada serviam para aliviar as pressões demográficas da Cidade do Rio de Janeiro, já prenunciadas no jornal “Bota Baixo” do então prefeito Pereira Passos. Os dados estatísticos revelam que, em 1910, a população era de 800 pessoas, passando, em 1920, para 2920. O rápido crescimento populacional provocou o fracionamento e loteamento das antigas propriedades rurais, naquele momento, improdutivas. O grande desenvolvimento pelo qual passava Vila Meriti levou o Deputado Federal Dr. Manoel Reis a propor a criação do Distrito de Caxias. Dessa forma, através do Decreto Estadual 2559 de 14 de março de 1931, o Interventor Federal Plínio Casado elevou o local à condição de 8º Distrito de Iguaçu.

Os anos 40 encontraram o distrito com uma população que já atingia a casa dos 100.000 habitantes. Por essa altura, já apresentava a característica de “dormitório”, pois a população concentrava sua atividade profissional no então Distrito Federal.

Enfrentando condições precárias de vida, os imigrantes se concentraram na Região da Baixada, ao longo dos grandes eixos rodoviários, formando núcleos residenciais, em sua maioria, como mencionado, com características dos assim chamados “dormitórios”. Registra-se também aí o interesse de comerciantes pela abertura de estabelecimentos que atendessem às necessidades básicas da população, ainda que tais se mostrassem bem rudimentares. Com o passar do tempo, surgem pequenas indústrias.

Desta forma, evidencia-se, na região, um crescimento urbano desordenado e não planejado, com uma população de cultura originária das interações entre os imigrantes e com questões sociais específicas à sua história particular.

Segundo o Censo 2010 (IBGE, 2010), o Município de Duque de Caxias apresenta uma população de 818.432 habitantes, predominantemente urbana e com participação feminina equivalente à masculina. A maioria da população encontra-se na faixa etária entre 30 e 49 anos, seguida pela faixa de 20 a 29 anos.

O município de Duque de Caxias apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos, sendo a indústria e o comércio suas principais atividades. A este respeito, e segundo os registros do SEBRAE, o município possuía, em 2009, cerca de 809 indústrias e 10.000 estabelecimentos comerciais instalados. Segundo o IBGE, o município é responsável pelo sexto maior PIB (Produto Interno Bruto 1999–2002) no ranking nacional e pelo segundo maior do Estado do Rio de Janeiro, equivalente a um total de R$ 14,06 bilhões. A cidade ocupa o segundo lugar no ranking de arrecadação de ICMS do Estado, perdendo somente para a capital. No município está localizada ainda uma das maiores refinarias da Petrobrás, a REDUC. Ele também possui um Pólo Gás-Químico e contará com a inauguração de uma usina termelétrica.

Os principais segmentos industriais da cidade são o químico, o petroquímico, o metalúrgico, o mobiliário, o têxtil, além dos de gás, de plástico e de vestuário. Não obstante tamanha expressão no setor da indústria, o município conta, no momento, somente com quatro Instituições de Ensino Superior, levando grande parte de seus habitantes a procurarem formação na capital do estado e nos municípios circunvizinhos.

Em Novembro de 2010, a Revista Você SA publicou reportagem enfatizando as 100 melhores cidades do Brasil que apresentam potencial para profissionais jovens e/ou experientes construírem carreira profissional, e desse grupo faz parte a cidade de Duque de Caxias. O estudo considerou o vigor econômico, medido pelo produto interno bruto (PIB) do município, a oferta de vagas no Ensino Superior e as condições de saúde da cidade. Destaque-se aqui, que nos últimos anos o município procurou promover uma melhoria na qualidade de vida de seus cidadãos, valorizando efetivamente setores de relevo social como educação e saúde, esporte e lazer, habitação, urbanismo, meio ambiente, entre outros.

Neste contexto, a Faculdade de Duque de Caxias tem, institucionalmente, se engajado em atividades que promovem o desenvolvimento social e econômico da localidade e de seus moradores, através de ações integradas que mobilizam os corpos docente, discente e administrativo, os parceiros acadêmicos, as comunidades do entorno e, numa instância mais ampla, a população caxiense de outras áreas.

A vocação desta IES para promover o progresso humano tem origem justamente no Curso de Serviço Social, na sua vontade de contribuir para o fortalecimento dos fóruns e conselhos municipais e estaduais existentes, particularmente para aqueles voltados à defesa dos direitos das crianças, adolescentes, mulheres e negros, no tocante à assistência social e à saúde. Ratifica-se, assim, o compromisso ético com a construção de uma nova ordem societária – sem exploração de gênero, etnia e classe, cujo sujeito seja capaz de, a partir de uma visão crítica e democrática, intervir conscientemente junto ao meio em que estiver inserido, ampliando e aprimorando as condições sociais desses espaços e dos grupos que dele fizerem parte.

 



 
 
 
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